UEG de Minaçu não será fechada, diz secretário
16/02/2021 22:00 em CLUBE NOTICIAS

 

 

Adriano da Rocha Lima desmente fake news e detalha processo que levou à suspensão do vestibular em 16 cidades goianas_

 

As notícias sobre fechamento da Universidade Estadual de Goiás (UEG) no interior são fake news, um debate rasteiro para alardear a população com inverdades, sem pudor e sem a responsabilidade com a qual o ensino superior deveria ser tratado. As afirmações são do secretário-geral da Governadoria, Adriano da Rocha Lima. Em entrevista à Rádio Clube de Minaçu, o gestor garantiu: “nenhuma unidade da universidade, presente em 41 localidades, será descontinuada”.

 

Os boatos sobre fechamento de unidades da UEG no interior aumentaram após o Conselho Superior Universitário (CSU) optar pela não-realização do vestibular em 16 cidades neste início de ano. Durante a entrevista, Rocha Lima explicou que o governo de Goiás se manifestou contra a forma como os cursos foram definidos e tem cobrado dos responsáveis a apresentação dos critérios técnicos que levaram a essa decisão.

 

Rocha Lima destacou que desde 2019 a UEG passa por um processo de reformas, Ele admite que houve redução da oferta de cursos, mas explica que, na verdade, trata-se da consequência de ingerências feitas pelo governo anterior. Ao assumir o Estado, o governador Ronaldo Caiado encontrou mais de 1.700 servidores da UEG, entre professores e técnicos administrativos, com o contratos temporários vencidos. “Um contrato temporário pode durar no máximo um ano, e tinha pessoas com contrato de 17, 18 anos”, relata.

 

O questionamento desses contratos irregulares estava tramitando na Justiça, até que a bomba estourou em 2019. “Nós fomos obrigados a rescindir os contratos. Obviamente, que com essa redução de professores, teria que haver uma redução de oferta de cursos, mas continuando sendo ofertados no ritmo do tamanho da universidade permite hoje”, detalhou.

 

A contratação de novos professores, explica o titular da SGG, não era possível pelo fato do Estado estar inserido no regime fiscal especial, fruto também de um descaso e corrupção feitos em governos anteriores. “Nós temos limitação em fazer qualquer aumento de pessoal.”

 

Em função desse conjunto de fatores, no início de 2020 foi feito um vestibular onde o aluno pode escolher qual a localidade que esses cursos seriam ofertados. Na época, diversos alunos escolheram cursos em cidades que acabaram sendo retiradas da lista de ofertas este ano, como por exemplo Minaçu.

 

Sobre as reclamações de intervenção na UEG, o secretário relata que o que vem ocorrendo é uma ação de reestruturação para garantir a qualidade da instituição, que, durante anos, foi alvo de desmandos e politicagem. “Um reitor renunciou por irregularidades no Pronatec, depois o reitor seguinte renunciou também e nós tivemos que colocar um interino na universidade para conduzir esse processo de reconstrução. Fizemos isso através de novo estatuto, reorganização de todos os cursos, etc. E agora fizemos eleição do Conselho Superior Universitário, devolvendo à universidade a autonomia que ela tem prevista na Constituição.”

 

Após a eleição, diz Rocha Lima, o conselho se reuniu e decidiu que ao invés de dar ao aluno a opção de escolher onde os cursos seriam ofertados neste vestibular, seriam utilizados critérios técnicos da própria universidade para definir, neste primeiro semestre de 2021, em quais cidades seriam oferecidos os cursos. “É um critério que o Governo é absolutamente contra, mas o Governo não tem interferência nisso, porque a universidade é autônoma nessas tomadas de decisão, uma vez que nós restituímos o conselho”, diz.

 

No entanto, o secretário destaca que é importante que os responsáveis expliquem quais são os critérios técnicos que eles adotaram “Agora, a oferta de cursos de cada vestibular depende de uma decisão interna da universidade. Em determinados períodos, eles vão oferecer determinados cursos, em outros períodos, outros. Isso é um critério interno, acadêmico e pedagógico que o reitor junto ao conselho superior universitário deve dar as devidas explicações.”

 

De acordo com as normas da universidade, o fato de não haver vestibular em um período não significa que o curso deixará de ser ofertado no semestre seguinte. “A universidade ainda não decidiu se ela terá vestibular no segundo semestre. Se tiver, certamente que Minaçu será contemplada. Se não tiver, então somente no vestibular do ano que vem”, afirmou.

 

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